« Desisto, pensei. E despedi-me do mar. Do mesmo mar que te levou e encalhou um barco verde nos rochedos. Senti um arrepio e escutei as ondas. Mas nada de ti me trouxeram e tudo ao barco roubaram. Molhei de novo os pés. Pensei de novo em ti. Molhei as mãos na água fria e levei-as à cara. Pude sentir o sal : do mar e das minhas lágrimas. Peguei nas sapatilhas e vesti o casaco. Disse por fim ' Agora o céu és tu, agora o céu é teu. E ninguém sabe, mas o barco verde sou eu. »
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